Alzheimer chegou ao Brasil. Antes de qualquer
decisão, você precisa entender o que ele faz —
e o que ele não faz.
O LEQEMBI (LECANEMABE)
Age diretamente nas placas de beta-amiloide
que destroem os neurônios. Aprovado pela Anvisa
em dezembro de 2025. Chega às farmácias em junho,
entre R$ 8.100 e R$ 11.000 por mês.
Estudos com 1.800 pacientes mostraram redução de
27% no declínio cognitivo em 18 meses — cerca de
4 a 5 meses a mais de preservação cognitiva.
Existe debate sobre se essa diferença é perceptível
no dia a dia. O que é certo: quanto mais cedo,
maior o benefício.
NÃO cura o Alzheimer. NÃO reverte perdas.
NÃO funciona em estágios avançados.
PARA QUEM É INDICADO
Comprometimento cognitivo leve ou demência leve,
com confirmação de amiloide cerebral por exame.
Exige ressonância magnética, teste genético para
ApoE ε4 e monitoramento contínuo durante
o tratamento.
Portadores homozigotos de ApoE ε4 têm risco
3 a 6 vezes maior de efeitos adversos graves
e podem ter contraindicação. A avaliação
especializada é insubstituível.
Alzheimer diagnosticado tarde não se beneficia
dessa tecnologia. A janela é no começo.
Para mais informações, acesse o link na bio.
Dra. Érica Meireles Leite
Psiquiatra | Especialista em Psicogeriatria
CRM-MS 13.547 | RQE 8064 e 8065