A espera

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O tempo médio entre os primeiros sintomas e o diagnóstico de demência é de três a quatro anos. Isso significa passar todo esse tempo convivendo com sinais que já estavam tentando dizer alguma coisa. Durante esse período de espera, a autonomia do idoso vai diminuindo aos poucos, os vínculos familiares vão se desgastando e a família acaba se adaptando a situações que não deveriam ser aceitas como normais. Com isso, as janelas de tratamento — que de fato existem e fazem diferença — vão se fechando, não por descuido, mas por falta de informação sobre o momento certo de agir.

Buscar uma avaliação cedo não significa que a situação está ruim, mas sim que ainda é possível agir. O diagnóstico precoce não tira nada da pessoa; pelo contrário, ele devolve tempo de qualidade de vida, de planejamento e de um cuidado com mais recursos disponíveis. Por isso, a dúvida não deve ser um motivo para esperar, mas sim o sinal verde para consultar.

Se você tem dúvida sobre o momento certo de buscar uma avaliação para o seu familiar, entre em contato diretamente comigo. É sempre melhor esclarecer uma dúvida a tempo do que ver uma família que esperou demais para agir.

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